REFLITA

O que mudou quando deixei de comer carne vermelha?

A decisão de deixar de comer carne pode ter muitos fatores incluídos: saúde, religião, filosofia, convicções ambientais, enfim, estes e muitos outros motivos podem ser decisivos. E cada vez mais pessoas no mundo deixam de comer carne. Mas o que realmente muda quando tomamos essa decisão?

Há quem não coma frutas, ou vegetais, ou determinado alimento, simplesmente por não gostar. Ou porque não faz parte da sua cultura aquele alimento, é algo que nunca comeria. E tudo bem.

Há quem deixe de comer alimentos com glúten, por várias razões, entre elas: intolerância, alergia, doenças autoimune… Quem deixe de comer açúcar, beber álcool, café… E tudo bem.

Mas quando alguém deixa de comer carne, parece que virou um alien. Perguntam o tempo inteiro o porquê, oferecem sempre alimentos com carne (“ah esqueci…”). Fazem “brincadeirinhas”… E querem logo colocar um rótulo: “Você é vegan agora?”. “É vegetariana(o)”?. E o pior: “Cuidado, você pode ficar doente” (!!!)

O quê?! / Foto: unsplash

Tomar a decisão de não comer mais carne não tem que necessariamente ser por um motivo específico. Pode ser simplesmente porque você não quer mais. Ponto. E tudo bem.

Esta decisão não tem que ser acompanhada de um rótulo. Assim como como qualquer outra em nossas vidas.

Somos seres humanos e não produtos que devam levar um rótulo e seguir à risca o que está descrito nele. Somos seres em crescimento. Em constante mudança (que esperemos que sim, e para o melhor…)

Podemos decidir que não queremos mais algo e queremos outra coisa. E voltarmos atrás, se o entendermos assim. E tudo bem.

E não é preciso sair por aí querendo “evangelizar” todo mundo sobre a sua decisão. Querer convencer os outros a fazerem o mesmo. Tome a SUA decisão, seja qual for e fique para você. Se alguém se interessar e perguntar, então você fala sobre o assunto.

This is me

Agora o que mudou para mim?

Nada.

Eu deixei de comer carne vermelha há mais de um ano. Não como especificamente mamíferos. Mas ainda como alimentos de origem animal (ovos, queijo…) e como frango e peixe. E não sinto falta de nada.

Isto porque, eu nunca fui de comer muita carne, mesmo sendo gaúcha (tchê). Gosto de algumas carnes e maneiras de serem feitas, e era bem exigente, mas quando comia, não comia muito nem muito frequente. (“Gosto”, sim, não deixei de gostar, apenas decidi que não quero mais comer. E se um dia quiser voltar atrás nesta decisão, tudo bem). Então foi mais fácil deixar totalmente de comer carne vermelha.

O motivo? Vários e nenhum em específico. Tenho consciência dos impactos ambientas que o consumo, e daí a produção de carne, geram. Assim como os impactos de muitas outras produções e ações que não respeitam o ser humano e o meio ambiente.

Consciência ambiental / Foto: unsplash

Agora, se eu fosse, de repente, parar com tudo o que faz mal a nós e ao planeta, tinha que me mudar para outra galáxia. Mas acredito que se cada um, no seu dia-a-dia fizer um pouco que seja, mudando e exigindo mais na hora da compra e do consumo, podemos fazer a diferença sim. Mas não vamos sozinhos de uma hora para outra mudar tudo. Então vamos fazendo, através de muita informação e compartilhando.

Não esquecendo que todos temos “teto de vidro”, ninguém é 100% ambientalmente correto. Por isso, não vá levantar a sua voz exigindo que outros parem de comer carne, de usar isso ou aquilo, enquanto você consome, seja alimentos ou não, produtos feitos por mão de obra escrava ou infantil por exemplo…

Em relação a minha saúde, não sei dizer se mudou alguma coisa, me sinto igual neste sentido. Não fiz exames específicos antes e agora para comparar, mas como disse, eu não comia muita carne, principalmente vermelha.

Mas os estudos científicos mostram que comer muita carne vermelha faz mal a saúde. Também confirmam alguns benefícios da ingestão moderada de carne, que são facilmente encontrados em outros alimentos, que não trazem junto, mais malefícios do que benefícios.

Continuo a cozinhar carne vermelha para minha família, embora minhas filhas quase não comam. Meu marido também. Decisão deles. Deixei de comer e não disse, só depois de algum tempo. E sem chamar muita atenção para isso.

Minhas refeições em casa ou em qualquer lugar são iguais a antes. Apenas retiro a carne vermelha, se houver. Tranquilo. Também a mudança é mais fácil para mim porque continuo a comer carne “branca” e peixes…

Sensibilidade / Foto: unsplash

Uma coisa eu notei diferença, e não sei se está realmente ligado ao fato de não comer mais carne vermelha, mas minha criatividade aumentou. Assim como minha sensibilidade (para o bem e para o mal, porque não é fácil ser muito sensível neste mundo pesado…). Sempre fui hipersensível, é complicado ser assim, agora mais…

Mas definitivamente me sinto mais leve. No corpo e na consciência.

Esta tem sido a minha experiência. Minha opinião e minha decisão.

Nunca é tarde nem cedo para tomarmos alguma atitude. Devemos é tomá-la com a nossa vontade e consciência. Porque qualquer coisa que façamos apenas para recebermos “aquele selo”, ou para agradar a gregos e troianos, ou mesmo para nos “encaixarmos”, um dia não aguentamos e desistimos. Agora quando é genuíno, nosso, é mais forte e não precisamos provar nada a ninguém. E temos a liberdade de mudarmos a hora que quisermos. Sempre!

Reflita!

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